sexta-feira, 5 de junho de 2015


8 coisas minúsculas que impediram SUICÍDIOS
Infelizmente, todos os dias acontecem várias tentativas de suicídios no mundo. Quando a gente ouve falar em algumas delas, ou o desfecho é trágico, ou algum herói apareceu para salvar o dia, como um bombeiro.
A verdade, no entanto, é que nem sempre um herói precisa entrar em cena. Coisas muito menores e mais simples já levaram o crédito por impedir esse ato de desespero conta a própria vida. Por exemplo:

1. Um beijo

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Um menino chinês de 16 anos de idade estava vivendo uma época terrível. Sua mãe havia diso morta e ele estava convencido de que sua madrasta o odiava, provavelmente porque ela roubou todo o dinheiro do seu pai e deixou os dois sem-teto e lutando para permanecerem vivos.
Então ele decidiu pular de uma ponte. A polícia veio, e centenas de curiosos se reuniram para assistir o show e não tentar ajudar.
Em seguida, Liu Wenxiu, uma garçonete de 19 anos de idade que estava passando por lá, pensou: “Hum, que belo dia para salvar uma vida!”. Passando pelos policiais com uma história de que era namorada do menino, conseguiu conversar com ele, ouvir sua história e, em seguida, mostrou-lhe seu pulso direito cicatrizado, o que chamou sua atenção.
Liu contou a ele que também passou por um período igualmente de merda, e que havia feito suas própriastentativas de suicídio. Sabendo qual é a kriptonita de cada menino de 16 anos de idade, ela deu-lhe um abraço e beijou-o. Nesse momento, ele estava mais do que disposto a deixar os policiais tirarem a faca que estava empunhando e transportá-lo em segurança.
Mais tarde, eles trocaram números de telefone e ela prometeu ligar para saber como ele estava indo.

2. Uma música de Sarah McLachlan

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DMC, ou Darrell McDaniels, de Run DMC, estava no auge em 1997 em turnê pela Europa quando caiu no questionamento de que se aquilo era tudo o que existia na vida. Não sei como é, mas dizem que quando a pessoa ganha todos os prêmios que ela pode ganhar na vida, tem dinheiro pra comprar tudo, de carros luxuosos a ilhas gregas, a vida meio que é zerada.
E aí o cara não ficou apenas com uma sensação suave de que algo estava faltando. Na verdade, ele decidiu cometer suicídio, e estava bastante determinado em fazer isso assim que voltasse para seu lar.
Enquanto estava sendo levado para casa do aeroporto, no entanto, uma canção de Sarah McLachlan chamada “Angel” começou a tocar no rádio. A música é bem emocional e tenta manipular seus ouvintes a ajudar gatos e cachorros carentes.
Aquela música, naquele momento, fez DMC pensar em como era a vida dele, e como valia a pena passar por tudo. Ele guardou seus planos de suicídio e virou o fã número 1 de Sarah McLachlan.
Um tempo depois, ele acabou descobrindo que era adotado e, finalmente, a vida fez sentido para ele. Sua adoção o tinha colocado no lugar certo na hora certa para formar o grupo Run DMC e ressuscitar o Aerosmith gravando “Walk This Way”.

3. Um pino de disparo

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Eu não sei muito sobre armas e peças de armas, mas o “pino de disparo” parece muito importante. É o que faz com que a arma de fogo seja efetivamente disparada – como o nome muito bem sugere.
Quando Joe Sanders, um soldado desgastado pelo estresse da luta no Iraque e pela recente notícia de que sua esposa o estava deixando, colocou sua carabina M-4 contra seu o queixo e puxou o gatilho, não morreu. Por quê? O pino de disparo estava faltando.
Em seguida, seu companheiro de quarto, Albert Godding, encontrou um Sanders em pânico, se perguntando onde estava o tal do pino. Godding ofereceu um ombro amigo para seu companheiro de guerra, e conseguiu salvá-lo.
A verdade por trás de toda a história, porém, é que Godding, um cara mais esperto, já tinha ouvido a conversa de seu amigo com outro soldado, no qual ele contou seus planos de se matar. Então, ele deliberadamente removeu o pino para salvar a vida do amigo.
Ao invés de morrer, Sanders foi ver o conselheiro do exército e deu a volta por cima. Aparentemente, “pedir ajuda” é um grande problema para muitos soldados. A atitude de Godding, então, foi mais prática e pró-ativa para de fato auxiliar Sanders.

4. Uma enorme pilha de lixo

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Aparentemente, em algum inverno recente, houve uma enorme tempestade de neve em Nova York, nos Estados Unidos, tornando muito difícil recolher o lixo das ruas. Foi uma questão de tempo até que sacos começassem a se acumular nas calçadas.
Como isso impediu um suicídio?
Bom, Vangelis Kapatos era uma cara que estava vivendo em desespero. Ele teve um colapso nervoso e estava sofrendo uma ordem de despejo quando resolveu pular de seu apartamento, que ficava no nono andar do prédio. Só que ao invés de dar de cara no chão, ele caiu em cima de uma dessas pilhas de lixo, que amorteceram a queda.
Ele foi levado para o hospital em estado crítico, mas ainda vivo.

5. Um telefonema casual

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O lutador e ator americano Hulk Hogan é provavelmente a última pessoa que você poderia imaginar tentando se matar, já que ele era basicamente um personagem de desenho animado. Seria como descobrir que Pernalonga tinha depressão.
Depois que seu filho entrou em um terrível acidente de carro enquanto seu casamento estava desmoronando, Hulk decidiu dar um basta em sua vida, e se escondeu em sua casa com pílulas, bebidas e uma arma. Ele continuou dizendo a todos que estava bem (afinal, assim como soldados, Hogan era um homem viril que não poderia desmoronar), até Laila Ali o ligar.
A filha de Muhammad Ali, um dos lutadores mais famosos de todos os tempos, estava ligando porque eleseram amigos, haviam trabalhado juntos no American Gladiators, e ela só queria saber como ele estava, porque parecia triste no set de filmagens. Ela não estava ligando para fazer um interrogatório ou perguntar se ele “precisava de ajuda”, mas sim só para dizer oi e ver como ele estava se sentindo.
Hogan estava sentado em sua casa vazia sozinho quando ela ligou. Ele tinha atingido o fundo do poço – mas percebeu que alguém ainda se importava com sua vida.
Há uma mensagem muito forte aí. Se você tem um amigo que tem sido pressionado, ou está compensamentos suicidas, tente se mostrar presente. Com alguns minutos, você pode fazer a diferença.

6. Telemarketing de suporte

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A maioria dos jogadores online pensa no canal de suporte ao cliente como sendo uma ferramenta ou inútil, ou que só serve para encher o saco. Mas se você falar sobre suicídio com algum colega de jogo, de forma intensa, tipo falando sério mesmo, você será rastreado e um pessoal de emergência será enviado para a sua casa.
Legal, né?
Só que, por outro lado, para cada boa ação, existe um babaca querendo estragar tudo. Algumas comunidades têm rapidamente colocado de lado seu hábito por rastrear um usuário suicida e proporcionar ajuda porque um monte de trolls, ou apenas pessoas solitárias, podem fingir que são suicidas só para chamar a atenção.
Mesmo que nove em cada 10 ameaças de suicídios da internet sejam de pessoas da “zoeira”, parece que a busca pela pessoa que está falando sério vale para salvar essa vida.

7. Um cara muito legal que vive perto de um penhasco

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Você já deve ter ouvido essa história sobre este cara australiano que vive perto de um penhasco pitoresco, onde muitos vão para se matar. Mais cedo ou mais tarde, qualquer um iria perceber que este é um lugar deprimente para se viver e seria melhor para a paz interior encontrar uma casa melhor.
Don Ritchie (foto acima) discorda. Ele vive lá há 50 anos, e em vez de tentar evitar essas situações estressantes e tristes, ele tenta salvar a vida de cada pessoa que aparece com a intenção de se matar.
Ele salvou 160 vidas, segundo algumas estimativas. Ele não foi capaz de salvar todos que visitaram o penhasco com esse objetivo, infelizmente, e tem visto as pessoas saltarem para a morte certa ali na frente dele, mas isso não o impediu de continuar tentando.
E a coisa mais incrível é que ele não é o único fazendo isso. Do outro lado do mundo, no Japão, Yukio Shige frequenta um penhasco popular por ser palco de suicídios e não só convence as pessoas a abortarem a missão, como também os ajuda depois com seus problemas familiares e a encontrar um emprego também.

8. Um filhote de cachorro

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O veterano da Força Aérea norte-americana, David Sharpe, estava sofrendo de problemas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e raiva muito graves. Ele estava provocando brigas, se automedicando com doses extrapoladas de álcool e perfurando buracos em paredes. Qualquer um que tentasse ajudá-lo era devidamente afastado.
Um dia, ele bateu no fundo do poço. Colocou uma arma em sua boca, fechou os olhos e estava pronto para puxar o gatilho quando um filhote de cachorro lambeu sua orelha.
Ele abriu os olhos e descobriu Cheyenne, a cadela que ele havia adotado há alguns meses, olhando para ele com a cabeça inclinada para um lado. Certamente, é muito difícil de ir adiante com a ação de matar a si mesmo quando um filhote de cachorro está olhando para você.
“Quem vai cuidar de mim?”, Sharpe imaginou o bichinho dizendo a ele, mesmo que ela provavelmente estivesse dizendo “Eu estou com fome” ou sei lá. Fato é que imaginar a voz da filhote Cheyenne pesou na hora, e Sharpe colocou a arma para longe.
Mais tarde, ele descobriu que poderia falar com a cadelinha sobre tudo o que tinha acontecido com ele, sem esconder o jogo, se sentir na defensiva ou se preocupar em ser julgado.