domingo, 14 de junho de 2015


Dispense seus amigos, porque 
Eles lhe deixam preguiçoso
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Você já notou que a adição de pessoas para “ajudar” em um afazer parece atrapalhá-lo ainda mais? Quanto mais pessoas trabalham juntas em uma tarefa, menos pessoas realmente trabalham – e os cientistas sabem disso desde 1800.
Conheça o fenômeno chamado de “preguiça social”.
Muitas mãos juntas podem tornar o trabalho mais leve, mas não na proporção adequada. Os cientistas têm observado isso há muito tempo: ao adicionar mais pessoas a um empreendimento grande, o ritmo de trabalho não aumenta tanto quanto deveria.
Quando se trata de dinâmica de grupo, há uma abundância de razões para tanto. Grandes grupos trazem seus próprios problemas logísticos de recursos e comunicação. Depois, há o drama da convivência. Tudo o que é preciso é uma discussão, ou uma pessoa, para diminuir o ritmo de todo o grupo drasticamente.
Mas esses problemas são complexos – já o Efeito Ringelmann é básico e, ao que parece, intrínseco.
Max Ringelmann, um professor de engenharia agrícola, foi o primeiro a tentar entender por que a multiplicação do número de pessoas em uma tarefa nunca parecia torná-la mais realizável.
Ele inventou um experimento simples: pediu que pessoas puxasse uma corda presa a um medidor de força. Primeiro, elas puxaram isoladamente, e depois juntas. Três pessoas juntas demonstraram duas vezes e meio mais força do que uma pessoa puxando a corda sozinha. Oito pessoas, no entanto, mostraram cerca de quatro vezes mais força, apenas. O motivo era simples: quanto mais pessoas puxavam a corda, menos cada indivíduo sozinho se esforçava.
Assim, sempre que você se deparar com um discurso sobre o poder do trabalho em equipe, ria alto e ofensivamente – mas só se tiver muita gente por perto. Quanto mais pessoas lhe ouvirem, com menos força cada uma delas vai bater em você por isso.