domingo, 14 de junho de 2015


Efeito borboleta – consequências
De proporções inimagináveis
E se você pudesse voltar no passado e mudar o rumo da sua história? E se essa mudança criasse proporções gigantes que estão fora do seu controle? O que o “Efeito Borboleta”, expressão utilizada na Teoria do Caos, tem a ver com o seu presente?

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Um filme de ficção científica lançado em 2004 e estrelado por Ashton Kutcher e Amy Smart, mostra que: "O bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo". Parece complexo. E é. Mas o filme, assim como a vida real, nos mostra que todos nós estamos abertos a "sensibilidade das condições iniciais" dentro da Teoria do Caos e que, de certa forma "um pequeno ato errado no passado pode colocar em risco o seu futuro " - ou das pessoas ao seu redor.
Evan, interpretado por Kutcher, é um universitário de 20 anos que sofreu graves traumas psicológicos que induziam a sua perda de memória em momentos de estresse. Apesar de conseguir seguir a vida, muitas dessas lembranças e apagões apareciam à tona deixando-o completamente perdido e desnorteado. Quando criança, Evan começou a escrever diários para que, após esses apagões, conseguisse lembrar o que havia antecipado aquele momento escuro. Porém, quando ele decide ler esses diários, ele volta ao passado e percebe que pode mudar o destino das coisas. Como bom garoto que sempre foi e é, Evan tenta consertar a história para que o futuro dele e dos amigos seja diferente - porém, há consequências - e elas não são tão boas como em um conto de fadas. Ao tentar consertar seus antigos problemas, ele cria outros, afinal, toda a mudança que realiza no passado gera consequências para o futuro.
Muitos de nós já nos arrependemos de coisas que fizemos/falamos no passado. Se tivéssemos a chance de mudar alguma coisa, o que mudaríamos? Uma simples resposta hoje mudaria toda a sua vida e eu vou explicar o porquê: Se você pudesse voltar para aquele seu antigo emprego e mudar a apresentação daquele projeto para que, naquele dia, você fosse promovido, você poderia acordar na sua vida atual estando do outro lado do mundo em uma reunião de negócios, quando, na verdade, você só queria um salário melhor mas não almejava o mais alto cargo da empresa e todas as responsabilidades que existem com isso. Você poderia alterar aquele fato no seu passado, mas não teria controle de tudo o que viria depois.
Em um determinado momento do filme, Evan volta ao passado e encontra o grande amor da sua vida namorando um de seus melhores amigos. Confuso, e sem saber como fazer para que ela se apaixone novamente por ele (como na infância), ele pergunta se faria alguma diferença se ela soubesse que ninguém poderia amá-la tanto quanto ele. Kayleight, interpretada por Amy Smart, não dá muita atenção ao assunto e Evan suspira – Só ele sabe que voltou ao passado para salvá-la - mas isso não muda o fato de que a mudança que ele fez melhorou tanto vida dela a ponto dela não precisar mais dele. Voltar ao passado, no entanto, pode alterar o presente de maneira significante e incontrolável. Pode mudar de maneira trágica ou mais trágica ainda. Pode mudar de maneira feliz com consequências que você, novamente, não conseguiria controlar.
Isso significa que certos resultados são causados por ações aleatórias. O filme, escrito e dirigido por Eric Bress e J. Mackye Grube, nos mostra que uma simples ação ou escolha no passado transformou nossa vida exatamente no que é agora. Parece loucura - mas há quem chame de acaso.