sexta-feira, 12 de junho de 2015


Monstro de Loch Ness fotografado Novamente. Desta vez, do céu. Será?
O famoso monstro de Loch Ness, uma suposta criatura enorme que habita o famoso lago escocês voltou a dar as caras. Veja a matéria original do site do History Channel:

Suposto monstro do Lago Ness é novamente avistado

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A mítica criatura habitante do lago Ness, na Escócia, vem ludibriando milhões de pessoas com suas aparições furtivas e imprecisas. Agora, chegou a vez de usuários do serviço Apple Maps também contribuírem para a lenda: eles teriam detectado “Nessie” a partir da captura de uma imagem aérea do local. A imagem revela uma estranha figura, supostamente a silhueta da tímida criatura. Céticos explicam que pode ser um tronco afundado, uma onda aquática, ou a silhueta é simplesmente o resultado de uma ilusão de ótica. Entretanto, diante da imagem, os fãs de fenômenos sobrenaturais alegam que, diante da prova, não há como negar a existência do furtivo monstro.
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Gary Campbell, Presidente do Clube Oficial de Fãs do Monstro de Loch Ness Lake, manifestou sua alegria pelo mais recente avistamento de Nessie, o primeiro nos últimos 18 meses. Preocupado com a longa ausência do monstro, Gary Campbell demonstrou-se bastante entusiasmado com as novas tecnologias: “Agora que temos espiões no céu, talvez tenhamos ainda mais fãs e adoradores de Nessie.” fonte
O monstro de Loch Ness é sempre algo interessante de debater e confabular. Há quem acredite nele e há os que duvidam. Independentemente de sua posição quanto ao monstro lacustre e sua existência, é sempre bom lembrar de como começou esse lance do famoso monstro.
Ao que parece, o primeiro encontro original e testemunhado supostamente por várias pessoas, aparece descrito na obra literária Vida de São Columbano (também conhecido como Saint Columba), um missionário irlandês que viveu entre 521 e 597 DC e que se mudou para Escócia.
Columbano descreve como salvou um picto que nadava no Rio Ness das garras do monstro em 565 DC enquanto ele trazia um barco para o Santo e os seus seguidores atravessarem o rio e com o enorme poder da sua voz o monstro terá sido repelido pelo Santo.
Embora Columbano seja visto meio de lado porque em outra parte da obra ele diz que conseguiu matar um porco com gritos, o que poderia indicar que ele era dado a dar umas “viajadas na maionese” em seus escritos, há outros encontros relatados na história, estes, com mais credibilidade que o santo irlandês.

EU DEI DE CARA COM O MONSTRO!

O relato mais antigo e com mais credibilidade de um encontro com o misterioso morador do lago foi de um homem, mergulhador profissional que literalmente deu de cara com o monstro, lá no fundo. Este avistamento oficial do monstro se deu em 1880 pelo mergulhador profissional chamado Duncan MacDonald.
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Foi-lhe pedido que fosse ao Fort Augustus perto do Caledonian Canal procurar o zona certa onde havia afundado um navio de carga. A seguradora precisava saber o ponto exato do naufrágio, e por isso ele foi contratado.
Ao descer as profundezas escuras do lago, onde se situava o navio afundado, ele iniciou as suas tarefas. Enquanto examinava a quilha para ver os estragos e a trabalhar debaixo dela, de repente viu que ali estava também uma enorme e estranha criatura deitada sobre uma grande rocha perto do barco. O assustado Duncan fez um sinal brusco para ser içado e recolhido de imediato, ao chegar ao barco de apoio onde estava toda sua equipe, os colegas acharam-no muito pálido e branco como a cal. O mergulhador experiente foi retirado da água trêmulo, mas depois, já mais calmo, disse que enquanto analisava o navio, a certa altura viu um animal muito parecido com um réptil gigante marinho ou como um sapo enorme que o surpreendeu. Ele quis voltar logo á superfície com medo. Realmente, aquilo deve tê-lo aterrorizado muito, já que ele recusou propostas e nunca mais fez quaisquer mergulho no famoso Lago Ness.
Já no século XX, surgiu um outro relato no ano de 1923. Alfred Cruickshank avistou uma criatura com cerca de 3 metros de comprimento e dorso arqueado, mas o registo visual que iniciou a popularidade de Nessie data de 2 de Maio de 1933 e foi relatado pelo jornal local Inverness Courier numa reportagem cheia de sensacionalismo. Na peça conta-se que um casal de hoteleiros Mackay viram um monstro aterrorizante a entrar e sair da água, como alguns golfinhos fazem. A notícia gerou sensação e um circo chegou mesmo a oferecer 20.000 libras pela captura da criatura. A esta oferta seguiu-se uma onda de registos visuais que resultaram em 19 de Abril de 1934 na mais famosa fotografia do monstro, tirada pelo cirurgião R.K. Wilson (daí o nome da fotografia, conhecida como Surgeon’s photo). A fotografia circulou pela imprensa mundial como prova absoluta da existência real do monstro:
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Em 1994 Marmaduke Wetherell confessou ter falsificado a fotografia enquanto repórter free lancer do Daily Mail em busca de um furo jornalístico. Wetherell afirmou também que decidiu usar o nome do Dr. Wilson como autor para conferir mais credibilidade ao embuste. Quando R.K.Wilson emigrou para a Australia, este médico entretanto falecido escreveu uma carta ao Daily Mail a revelar que a sua foto era mesmo um embuste com recurso a um submarino de brincar com um pescoço de plástico montado em cima para fazer uma foto do seu suposto “monstro real”.
Em 25 de maio de 2007, Gordon Holmes, um técnico de laboratório de 55 anos de idade, filmou um vídeo que ele diz ser de uma “criatura preta, com cerca 13 metros de comprimento, movendo-se rapidamente na água”. O vídeo foi estudado por biólogos e sem dúvida trata-se realmente de uma filmagem original de um animal não identificado, no qual as características físicas são mesmo parecidas com as de um plesiossauro, portanto, ainda assim não é considerado uma prova de sua existência. Diz-se que o vídeo está “entre as mais brilhantes aparições do monstro já feitas”.
A BBC da Escócia transmitiu o vídeo em 29 de maio de 2007:

É esquisito ou não é?
Fora esses registros esporádicos, há ainda um que sempre me intrigou muito, até porque ele é pouco divulgado. Numa das muitas tentativas de sondagem do leito do lago de águas escuras, uma câmera submarina foi enviada ao fundo. Ela estava programada para fazer uma sequencia de fotos de tempos em tempos e numa das fotos, olha o que apareceu:
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Podem dizer que é pareidolia, mas eu vejo uma nadadeira muito claramente aí. Já se isso é de um monstro ou de algum outro animal, ou mesmo se é uma fraude, não sei dizer. Só acho que se isso não for uma fraude deliberada, pode ser algo no mínimo, intrigante. A história desta nadadeira envolve um dos mais famosos inventores do mundo, hoje falecido.
Robert H. Rines foi um inventor que testemunhou ao vivo e à cores o monstro, e o perseguiu com afinco, até o dia em que morreu, aos 87 anos.
Dr. Rines era um inventor, advogado, professor, pesquisador e compositor. Ele tinha verdadeira obsessão por registrar oficialmente o monstro.
Ele passou os últimos 37 anos de sua vida tentando procurar a criatura nas águas do Loch Ness, sem sucesso. Ao que parece, a obsessão dele pelo monstro surgiu no dia que ele viu o monstro em 1972, enquanto olhava da janela da casa de um amigo, numa festa do chá, na Escócia.
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Ele disse que viu curioso sugir a curva de algo misterioso que ele não conseguia identificar, mas que estava lá, repetidamente perturbando a superfície da água.
“Parecia as costas de um elefante”, disse o Dr. Rines, recordando o encontro em 1997.
“Eu sei que tem um grande coisa desconhecida naquele lago. É por isso que eu não pude largar pra lá.”
O inventor se agarrou firmemente com a busca de Nessie e rejeitou as críticas de seus detratores, que o ridicularizavam por sua busca obsessiva de uma criatura, que muitos cientistas têm rejeitado como pura fantasia.
Enquanto cagava e andava para os que riam dele, de tempos em tempos, Dr. Rines voltava para o lago escocês esperando para usar sempre uma melhor imagem e tecnologia de rastreamento para capturar imagens mais nítidas do animal. Foi ele que conseguiu a foto da barbatana.
Especialistas estimaram que a nadadeira tinha de 1,8 a 2,40 metros!
Os especialistas do Smithsonian Institution, analisaram a imagem e disseram que a estrutura da cauda se parecia com a forma da cauda dos tritões. Biólogos do Aquário da Nova Inglaterra afirmaram que a estrutura da nadadeira não se assemelhava a nenhuma outra conhecida. O Museu de História Natural britânico, apesar de reconhecer que a fotografia eram genuína, descobriu que ‘a seqüência aparece indicar a passagem de um objeto grande.
O gráfico sonar que registrou a passagem dos objetos foi posteriormente analisado por vários especialistas independentes, cujo veredito é que se tratava de algo vivo e de grande porte em Loch Ness, que tinha pelo menos 8 a 9 metros de de comprimento, com vários segmentos, seções do corpo ou projeções como corcovas.
Estranhamente, nos anos que se seguiram, a equipe dele teve muito pouco sucesso. Parte dos problemas se deveram a aspectos técnicos, como problemas de funcionamento nas plataformas de câmera subaquática. Em 1975, o maior avanço do Dr. Rines e sua equipe veio quando um conjunto de close-up fotografias subaquáticas foram tomadas que, quando lançado em dezembro do mesmo ano causou sensação no mundo todo. As fotos que mostram o que poderia ser cabeça e o corpo de uma das criaturas em detalhes notáveis, foram tiradas com a câmera strobe Edgerton durante a expedição de junho anterior:
A primeira foto é impressionante:
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A foto abaixo, poderia se tratar da carcaça de um monstro morto?

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Em 2001 sua equipe enviou um ROV (robô de alta profundidade) que teria feito um interessante registro de algo com forma estranha no fundo do lago, a nada menos que 101 metros de profundidade:
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A simulação abaixo mostraria o que isso poderia ser:
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Seriam os restos de uma criatura morta?

Durante vários meses, as imagens foram analisadas em segredo em centros zoológicos na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Europa. Foi planejado divulgá-las no início de dezembro em um simpósio científico em Edimburgo com a participação de zoólogos de todo o mundo, sob a presidência do famoso naturalista britânico e pintor Sir Peter Scott…
Notícias das fotos vazaram no final de novembro, antes do estudo delas estar completo isso e causou tanta excitação que os patrocinadores do simpósio, que contou com a prestigiosa Royal Society, sentiram que seria impossível realizar uma discussão científica adequada, em tal atmosfera de euforia.
Consequentemente, o simpósio, em que toda a controvérsia Loch Ness teria sido longamente debatida e talvez resolvido, teve de ser cancelado. Em seu lugar, foi realizada uma reunião na Sala Grande Comissão no Houses of Parliament por instigação de David James, o MP que liderou o bureau de investigação.
Diante de um grande público de membros de ambas as casas do governo, cientistas e jornalistas, a equipe da Academia apresentou os resultados de sua pesquisa, incluindo as novas fotografias subaquáticas, acompanhado de declarações de zoólogos eminentes que haviam examinado o material. Dr. George Zug, o Curador de Répteis e Anfíbios, no famoso Smithsonian Institution, em Washington, disse em seu depoimento pessoal:
“Eu acredito que estes dados indicam a presença de animais de grande porte em Loch Ness, mas são insuficientes para identificar-los.”
Dr. Rines acreditava que o monstro parecia um plesiossauro, um dinossauro que viveu sob milhões de água de anos atrás.

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“Ele teria talvez 14 metros de comprimento, com um pescoço de 1,2 ou 1,5 metros de comprimento, de acordo com relatos de testemunhas oculares”, ele disse certa vez.
Mas, além de sua paixão por Nessie, o Dr. Rines, que já tocou até violino junto com Albert Einstein, desenvolveu um equipamento sonar usado em missões submarinas para localizar navios afundados famosos.
Em 1985, pesquisadores usaram embarcações submarinas que usavam tecnologia de sonar desenvolvido pelo Dr. Rines para encontrar o Titanic, que afundou em mais de 12.400 pés (3.780 metros) de água em 1912. Os sistemas desenvolvidos por ele foram usados até para encontrar os destroços do navio de guerra Bismarck alemão, que foi afundado durante a Segunda Guerra Mundial.
As invenções de Dr. Rines tornaram-se peças-chave de sistemas de navegação de longo alcance, em que as embarcações marítimas e aeronaves são localizados pela determinação da diferença de tempo entre as transmissões de rádio pulsantes de duas estações.
Graças à sua contribuição inestimável para o avanço científico, Dr. Rines foi indicado para os EUA Salão Nacional da Fama dos Inventores e também para o Signal Regiment do Exército dos EUA, como membro ilustre.
Suas fotografias subaquáticas de Loch Ness permanecem penduradas no são da fama dos Inventores Americanos, juntamente com uma pintura de como ele imaginava que o monstro do lago escocês poderia parecer.
Infelizmente, a busca exaustiva de Dr. Rines para Nessie nunca foi recompensado com qualquer prova conclusiva da existência do monstro.
“Há poucos de nós dispostos a arriscar a nossa reputação em algo tão improvável quanto isso, que tantos julgam ridículo”, disse a Boston Magazine em 1998.
Dessa forma, sendo uma foto tão famosa, vindo de alguém tão obstinado e obcecado pela busca à criatura, que não fez menção de viver pendurado na fama da foto da nadadeira, eu creio que ela não seja uma fraude. Ainda poderia ser um erro, mas tudo me leva a crer que o próprio Rines acreditava piamente na existência de um animal enorme no lago.

Mas a questão que se coloca é: O monstro poderia mesmo existir?

Soa bastante curioso que o lago Ness esteja numa faixa de diversos outros lagos, onde na maioria deles existem relatos de monstros marinhos. Alguns até com fotos bem mais impressionantes que os do monstro de Loch Ness. Um bom exemplo é o Ogo-Pogo e o Manipogo do Canadá, outras duas serpentes marinhas. No México existe o “Chan”, que habita a extinta cratera do vulcão Tallacua, hoje coberto por águas cor de turquesa. E até mesmo no lago argentino Nahuel Huapi, um monstro conhecido como “Nahuelito”.
Um dos grandes problemas para um monstro desses existir está no fator alimento. O lago Ness é pobre em vida marinha, e não conteria uma biodiversidade suficiente para sustentar um plessiossauro. Bichos grandes comem muito, demandam doses monstruosas de proteínas e algo grande como uma baleia só poderia viver em oceano aberto. O cetáceo conhecido que mais se aproximaria de um plessiossauro é o cachalote, que se alimenta das lulas colossais (e por sua vez também é o alimento delas). A baleia azul, o maior cetáceo conhecido se alimenta de plâncton, krill e similares. Seria então o monstro um animal que se alimenta de plâncton? As chances disso são pequenas, uma vez que para se alimentar de plâncton, o animal deveria cobrir vastíssimas regiões marinhas, e o lago não parece permitir isso.
A abordagem da alimentação foi feita pelo naturalista Adrian Shine, que buscou compreender melhor da cadeia alimentar que mantêm o ecossistema característico do lago. Shine explica que o lago é frio, e que levantamentos recentes estimam que não existam mais do que 20 toneladas de peixes no lago, o que suportaria somente 2 toneladas de predadores, tornando a idéia de uma população residente de predadores grandes muito improvável, principalmente em se tratando de um predador pré-histórico.
Dessa forma, Existem quatro grandes teorias sobre o que seria o monstro do lago Ness: um mamífero, um réptil, um réptil marinho pré-histórico ou um peixe. A falta de alimentos no lago descartam quase por completo a idéia do mamífero, que precisaria de uma quantidade grande de alimento. Um réptil pode sobreviver com pouco alimento, mas a temperatura fria do lago (que raramente ultrapassa os 10ºC) seria um problema para um animal de sangue frio.
Um réptil marinho pré-histórico ainda é uma ideia atraente.
Precisamos lembrar que criaturas que considerávamos extintas apareceram vivinhas da silva no passado. Um bom exemplo é este cara aqui:
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Entre os animais pré-históricos mais prováveis estão o ictiossauro, o mosassauro e o mais provável deles, se levarmos em conta os relatos, o plesiossauro, por causa do longo pescoço. Afora o fato dos cientistas serem céticos quanto a sobrevivência destas espécies nos dias atuais, ainda resta o problema da alimentação, escassa para um animal tão grande sobreviver no lago. Os que acreditam na teoria afirmam que o animal poderia visitar o lago, talvez para se acasalar ou procriar e na maior parte do tempo viveria no mar. O lago Ness possui abertura para o mar, mas o rio que liga o lago ao mar é muito raso para um animal tão grande ultrapassar sem ser notado. Existem aqueles que acreditam que no fundo do lago existam passagens subterrâneas que ligariam o lago com o mar. Pelo menos já foram comprovadas a existência de cavernas no fundo do lago.
Dessa forma, o que poderia ser a criatura registrada pelas fotos aéreas no lago?
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Nenhuma foto deste tipo jamais poderá ser conclusiva, mas uma coisa é certa: Isso não parece com uma ondulação natural na água.
Compare na foto abaixo o tamanho da coisa com a casa e as árvores na margem. É possível perceber que as árvores são substancialmente menores que isso, o que jogaria por terra bem facilmente a hipótese clássica do tronco boiando.
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Aliás, a hipótese do tronco boiando para o monstro é praticamente como o “balão meteorológico” está para o disco voador.
Seja o que for isso, é bem grande. Eu não arriscaria dizer que é uma coisa ou outra.
Por mais estranho que possa parecer, há relatos de coisas estranhas subindo à superfície em outros lagos na região!
Em 19/2/2011, Tom Pickles, que estava remando no lago Bowness em Cumbria, Inglaterra, viu a estranha criatura. Ele relatou aos jornais que ainda teve tempo para tirar fotos de costas do monstro com sua câmera de telefone celular.
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“Eu achei que a partir de uma distância, eu estava vendo um cachorro grande. No entanto, eu percebi que não poderia haver um cão capaz de nadar até ali. A coisa também tinha uma corcova que se moveu para cima e para baixo. Parecia o animal tinha uma grande sombra. Isso mostra que o misterioso animal era maior debaixo de água “, disse Pickles.
Sarah Harrington, testemunha ocular do monstro visto na Inglaterra acrescentou: “Quando o animal se aproximou mais perto da nossa canoa, vi que era muito estranho. Sua pele era como a de um lobo marinho. Vimos aquilo por 20 segundos antes dele fugir e sumir de nossa visão. ”
Anteriormente, em 2006, a existência outros “parentes” de Nessie foram relatados no maior lago da Inglaterra, Lago Windermere. Muitos moradores locais pensam que a criatura era um dinossauro que ainda permanece e vive no fundo do lago.fonte
Outras explicações para os registos visuais nos lagos da região sugerem que as testemunhas tenham confundido o monstro com os esturjões que abundam os lagos e que, graças à sua estranha aparência, podem ter causado confusão.
No caso do monstro do lago Ness, há ainda quem relacione os registos visuais com libertação de gases da falha tectónica que modela o lago, que podem chegar à superfície sobre a forma de bolhas.
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Um esturjão gigante, – e raro – peixe pré-histórico da região. Uma das melhores hipóteses para a lenda do monstro é que pode haver de fato um esturjão gigante, de tamanho acima da média vivendo no lago. Uma mutação genética poderia ter gerado um peixe de tamanho fora do normal? Isso não é impossível.
No entanto, por maior que um esturjão seja, ele não chegaria ao tamanho dessa coisa registrada na foto aérea do lago.
O mistério permanece, alimentado por testemunhas, fotos estranhas, videos intrigantes e relatos anedóticos diversos, alguns com maior grau de credibilidade que outros. Algo que contribui para a mítica do lago é sua constituição geológica.
Em Julho de 2003, uma equipe da BBC realizou o que deveria ser a investigação definitiva e exaustiva na zona. O plano era colocar um ponto final na história e esclarecer de uma vez por todas o mistério do monstro. O lago foi percorrido de uma ponta à outra por mergulhadores e cerca de 600 sonares. Mas não obtiveram qualquer resultado. Com isso, a BBC concluiu que o monstro não existe mas nem isto desalentou os defensores de Nessie, que alegam que ele poderia estar em cavernas subterrâneas, que de fato existem.
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O lago contribui para o mistério na medida em que tem uma forma estreita, profunda e alongada, com cerca de 37 quilômetros de comprimento, 1,6 quilômetros de largura e uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem.
Especialistas sugerem que o lago Ness tenha sido modelado pelas geleiras da última era glacial, como os lagos do Canadá. Além disso, a visibilidade na superfície costuma ser péssima, o que explica a má qualidade das fotos e a suspeita de que os registos visuais sejam apenas pareidolia. Na Escócia, a média dos últimos 30 anos é de apenas 48 dias de sol por ano o que atrapalha bastante os registros.

Dei de cara com o monstro… Numa estrada!

Um dos casos mais curiosos de avistamento da criatura de Loch Ness se deu não no lago, mas no meio de uma estrada!
No início de 1934, Arthur Grant, um jovem estudante de veterinária, estava em sua motocicleta dirigindo à noite noite, quando ele quase bateu no monstro, que estava atravessado na estrada. A descrição de Grant da coisa era igual a de todos os demais: Cabeça pequena, pescoço comprido afinando e cauda com um corpo volumoso e nadadeiras, – descrição que parece combinar com a aparência dos plesiossauros que se julga extintos há pelo menos 65 milhões de anos.
O que o animal estava fazendo nessa estrada que margeia o lago, ninguém sabe, mas o relato adiciona um fator curioso à suposta criatura: Ele conseguiria sair do lago!
O caso é emblemático por ser tão inusitado. Qualquer pessoa que quisesse contar lorotas sobre o monstro, tentaria colocá-lo num universo de mais credibilidade do que no meio de uma estrada.
Em abril de 1960, Tim Dinsdale, ao visitar o lago, capturou a primeira imagem em movimento do monstro. Embora o filme mostre pouco, um grupo de especialistas de fotografia da Royal Air Force se pronunciou, dizendo que as análises mostram que o objeto estava “provavelmente” se mexendo e, parecia ter 27 metros.
Os céticos argumentam que a coisa foi, provavelmente, uma lancha. Dinsdale estava convencido o suficiente por suas próprias fotos a ponto de largar sua carreira como engenheiro aeronáutico e dedicar os próximos vinte anos de sua vida a encontrar o monstro. Embora Dinsdale tenha sido recompensado com mais dois avistamentos da misteriosa criatura, ele nunca foi capaz de reunir as provas incontestáveis de sua existência.
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Em 16 de julho de 2003, o escocês aposentado Gerald McSorley de 67 anos, encontrou um fóssil de quatro vértebras com 29 cm de comprimento e muito bem conservadas (partes da espinha dorsal e marcas de veia) de um Plesiossauro adulto de cerca de dez metros de comprimento, quando passeava pela beira do Lago Ness, ao norte de Drumnadrochit, na Escócia. Isso dá uma nova dimensão ao bagulho, e prova que no passado o lago foi ambiente de Plesiossauros. Assim, surgem perguntas: Quantos anos vivia um Plesiossauro? Haverá ainda algum “filhote” sobrevivente no lago?

Tentando com o sonar

Vários pesquisadores têm utilizado o sonar para encontrar o monstro com resultados variados. Em 1968, o professor DG Tucker, da Universidade de Birmingham testou um sonar protótipo no lago Ness. O transdutor foi montado num lado do lago, apontando para o lado oposto, de modo que quaisquer objetos que passassem através do seu raio, seriam detectados. Durante um período de duas semanas, o aparelho registrou vários objetos com 6 metros de comprimento. Eles foram detectados movendo-se perto da superfície, embora nunca tenham subido á tona. O tamanho e o movimento não parecem coincidir com qualquer peixe conhecido. Tucker chegou a declarar:

“A alta taxa de subida e descida faz parecer muito improvável que eles poderiam ser peixes, e os biólogos especializados em pesca que consultamos não puderam sugerir que tipo de peixes poderia ter aquele comportamento anômalo. Assim, é uma tentação supor que poderia ser o fabuloso monstro de Loch Ness, agora observado pela primeira vez nas suas atividades subaquáticas! “
Um ano depois, Andrew Carroll, um pesquisador do New York Aquarium usou um sonar recém desenvolvido chamado Rangitea para varrer o Lago e pegou um forte eco de um objeto animado estimada em 6 metros de comprimento. Nem o objeto encontrado por Carroll ou por Tucker foram definitivamente identificados até hoje.
Roy Mackal, um biólogo da Universidade de Chicago que estava interessado em criptozoologia, construiu um sistema de microfones subaquáticos e colocou-os no lago para ver se ele poderia detectar qualquer som que o monstro pudesse fazer.
“sinais de pássaro”, “batidas” e “cliques” foram gravados junto com um som sibilante que Mackal pensou que poderia ser o som de uma ecolocalização de animal para encontrar e caçar sua presa. Mackal observou que os sons pararam quando um barco passou e foram logo retomados após a embarcação ter se afastado, indicando uma possível origem biológica para ele.
A mais recente exploração com sonares no lago Ness foi em 2004, quando uma expedição da BBC usou 600 vigas de sonar para sondar o lago de uma ponta a outra. Eles poderiam detectar o sinal de um animal de grande porte na água, mas nenhuma evidência convincente foi encontrada, apesar de todos os esforços, que incluiu até um submarino.

Achou o filhote do monstro?

Seria difícil imaginar um só bicho imortal, vivendo no lago todo este tempo. Seria inviável biologicamente, de modo que se há um deve haver um grupo pequeno de criaturas. Logo, seria de se admitir pela lógica, que se eles existem, teriam filhotes em algum momento.
É aqui que entra esta estranha história sobre um bicho não identificado que poderia ser um filhote do monstro que supostamente habita o lago Champlain:
John Kirk, autor do livro In the Domain of the Lake Monsters, nas páginas 132 e 133 relata as aventuras de Dennis Hall, que encontrou a criatura em várias ocasiões fotografando-a e filmando-a, podendo ser a única pessoa que algum dia capturou uma espécime de “Champ”.
Dennis Hall e sua objetiva cavalar
Dennis Hall e sua objetiva cavalar
Na década de 70, Dennis viu um réptil de cerca de 30 centímetros perdido numa área pantanosa que limita o lago. Os cientistas da Universidade de Vermont não encontraram o animal no catálogo de répteis ainda vivos. Dennis então percebeu que num livro de répteis pré-históricos a criatura era parecida com o Tanistrofeusque é consideravelmente maior e com um pescoço bastante longo. O pai de Dennis, conseguiu capturar o bicho temporariamente em 1976, mas ele escapou.Tanystropheus_by_L34ndr0
Ele os descreve como um simples lagartinho, com um pescoço muito comprido e quatro pernas robustas, que lembram as de uma tartaruga. Ele tinha uma língua bifurcada, e emitia um chiado. Eles parecem estar habituados a águas rasas, comem pequenos peixes e também são vistos em terra. Ao nascer, eles te 30 cm de comprimento e vão crescer até cerca de 6 metros. Adultos são feios, mas os bebês são muito bonitinhos. (Dennis Jay Hall, “Champ Quest, The Search final de 2000, Guia de Campo e Almanaque para o Lago Champlain, p.15).

Em abril de 1998, um artigo da revista Discover Magazine (Volume 19 Número 4) sobre o Lago Champlain afirmou que 58 passageiros a bordo do barco Ethan Allan viram uma criatura de uns 10 metros e com 3 a 5 corcundas durante aproximadamente 5 minutos. Ela até nadou junto ao barco a uma distância aproximadamente de 60 metros.
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A fotografia acima foi tirada por Sandra Mansi, residente em Connecticut. Ela, seu marido e duas crianças assistiram ao “Champ” durante 10 minutos em 1977 na área próxima da cidade de Saint Albans e calcularam que a cabeça e o pescoço fora da água mediam juntos quase 2 metros. Temendo ser ridicularizados, o casal Mansi não divulgou a foto colocando-a no álbum de família. A foto só veio à mídia 4 anos mais tarde, no jornal The New York Times.
Sandra teria fotografado um tronco de forma estranha boiando no lago? Ela teria fotografado um elefante submerso?
Evidentemente, há quem desconfie das alegações dos Mansi, do mesmo modo que há os que desconfiam de tudo relacionado aos monstros lacustres do mundo todo.
Não seria de se estranhar, na medida em que nos dias de hoje tem gente que ainda pleiteia que a Terra seja plana e não redonda. Obviamente que a postura mais inteligente é sempre desconfiar e buscar por si a verdade dos fatos. Duvidar sem sequer estudar o problema é algo tão retardado quanto acreditar em qualquer coisa sem provas.

Meus amigos foram comidos pelo monstro!

Embora não haja praticamente nenhum caso contundente dessas criaturas hipotéticas atacando pessoas além do relato do santo que citei no início do post, há pelo menos um caso bem estranho (estranho pra dizer o mínimo!) envolvendo pessoas sendo comidas por um monstro marinho:
O fato curioso ocorreu em 1962 em Pensacola, estado da Florida nos EUA, quando cinco adolescentes foram mergulhar. Eles remaram um bote de borracha até um navio afundado cerca de duas milhas da costa. O único sobrevivente do mergulho foi Edward Brian McCleary.
Com McCleary com 17 anos naquele dia fatídico, estavam Warren Jr Salley, de 16 anos de idade, Eric Ruyle, 15 anos de idade, Larry Bill, de 14 anos de idade, e Bradford Rice.
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Os cinco remaram em direção ao navio afundado Massachusetts (veja foto ao lado), mas foram surpreendidos por correntes inesperadas. Logo, o vento ficou forte, e uma súbita neblina que foi descrita como “diabólica” os deixou presos na bóia, que foi amarrada ao metal do navio parcialmente afundado.
Ao cair da noite, de acordo com McCleary, um monstro marinho de pescoço comprido e mal cheiroso surgiu da água. Ele se aproximou da bóia, o que levou todos os cinco meninos a pular na água em pânico mesmo em meio à neblina.
McCleary viu a besta agarrar Eric Ruyle e arrastá-lo para debaixo d’água, logo seguido pelo som de Salley gritando: “Ele pegou o Brad!”
Momentos depois, um grito sinalizou o destino de Salley, enquanto McCleary perdeu de vista Larry Bill na névoa.
O sobrevivente descreveu como o bicho era:
“O longo pescoço tinha aproximadamente 3,5 metros, verde-acastanhado e liso. A cabeça era igual a de uma tartaruga marinha, mais prolongada e com dentes… Apareceu uma barbatana dorsal quando mergulhou para o fundo na última vez. Também, como melhor me recordo, os olhos eram verdes com pupilas ovais.”
Edward viu, horrizado, seus amigos sendo comidos pelo animal. Pode até mesmo ouvir os sons que emitiram debaixo d´água durante o ataque. Desesperado, após assistir tudo isso, ele nadou para a superfície e se agarrou aos destroços. Ali ele passou a noite, agarrado precariamente na parte do navio que estava acima do nível da água. Pela manhã, achando que ia morrer, pulou na água e nadou o mais rápido que pôde até a costa onde foi encontrado por uma equipe de resgate.
A tripulação do helicóptero da Estação Aérea Naval de Pensacola encontrou-o às 7:45 da manhã de domingo. Escrevendo três anos após o suposto evento, McCleary alegou que ele imediatamente compartilhou seu relato do monstro com pessoal no hospital naval de Pensacola, onde foi tratado do choque psicológico e da exposição aos elementos.
EE McGovern, um membro da Unidade de Busca e Salvamento de Escambia County ouviu tudo com admiração e disse: “O mar tem um monte de segredos. Eu acredito em você, mas não há muito mais que eu possa fazer.”
Dois meses depois de o periódico Fate publicar sua história, McCleary enviou uma versão abreviada e alterado para o pesquisador do monstro de Loch Ness Tim Dinsdale, que aparentemente aceitou o conto e comentou sobre ele: “Há um potencial perigo enfrentado por aqueles que nadam em águas habitadas por estes animais, que devem ser carnívoros comedores de peixes. ” Quanto ao destino dos amigos de McCleary, Dinsdale escreveu:
“Sinto Sr. McCleary, que pelo direito de omitir os detalhes em sua carta,  os fatos não podem ser provados.”
De fato. Dr. Bernard Heuvelmans recapitulou brevemente a história de McCleary, em 1968, o que sugere uma possível fraude, mas deixando espaço para especulação. O autor sensacionalista Warren Smith apresentou este caso um fato comprovado, oito anos depois, sugerindo que “uma tempestade, águas desconhecidas, ou outros fatores que afetam o comportamento poderia desencadear um violento ataque por estes animais.”
Em 2007, o pesquisador Matt Bille disse aos leitores da Internet: “Como tantas vezes acontece em criptozoologia, ficamos com uma história sem evidência corroborável. Essa história, por mais inacreditável que pareça, ainda podia ser verdade. Mas nós não sabemos. Até que nós tenhamos um espécime de uma criatura que corresponda à besta de McCleary, a morte de quatro jovens continuará a ser um mistério no mar.
Do mesmo modo, os monstros marinhos parecem habitar as zonas mais inacessíveis e profundas da mente humana. Descritos em mapas antigos, relatados por vikings, por exploradores antigos, as serpentes do mar são parentes diretos dos monstros lacustres que vem sendo relatados pelo mundo há séculos. Se eles são reais ou não, não me cabe dizer. Não tenho argumentos para provar uma coisa nem outra, mas é fato que ainda teremos muito a saber e pesquisar sobre a natureza fenomenológica destes intrigantes mistérios.