terça-feira, 3 de novembro de 2015

10 curiosidades sobre a vida da 
Artista e ativista Frida Kahlo
'Eu sentia que tinha energias suficientes para fazer qualquer coisa em vez de estudar para virar médica. E, sem prestar muita atenção, comecei a pintar.'
Você conhece Frida Kahlo? Bom, mesmo que a resposta seja não, você deve, pelo menos, saber que ela foi uma artista e pintora mexicana, certo? Mas não é apenas por isso que ela conquistou um espaço tão grande no mundo: sua tamanha determinação e força mostram um talento que vai além! Assim, a vida de Frida se tornou referência no universo feminino e da moda. Frida nasceu em Cayoacán, no México, em 1907, e teve uma vida cheia de obstáculos.
 
 
1. O seu apelido era perna de pau
Com apenas seis anos, Frida contraiu poliomielite, a primeira de muitas doenças que enfrentou ao longo da vida. A poliomielite deixou uma lesão no seu pé direito e foi por isso que ela ganhou o apelido “Frida pata de palo”. Ou seja, "Frida perna de pau". A partir daí, ela passou a usar apenas calças e, mais para frente, saias longas e exóticas, que hoje são uma das principais marcas da artista.
 
2. Ela dispensou seu luxuoso vestido de noiva
Em 1929, quando Frida iria se casar com Diego Rivera - também artista plástico -, ela decidiu mudar de última hora o seu vestido de noiva. Ela trocou a típica roupa branca rendada por uma peça simples, que fora emprestada pela empregada de seus pais. 
 
3. Era fã do estilo Tehuantepec
Já percebemos que Frida era bem simples com as suas roupas, não é mesmo? Para ela, a moda era uma linguagem e ela escolhia cada peça de forma planejada e acrescentava seu toque pessoal a elas. Entre tantas misturas, seu estilo preferido era o típico mexicano, chamado Tehuantepec. Ela usava um conjunto tehuano com saia longa e estampada, uma túnica e um xale longo, sempre escondendo as pernas.
 
 
4. Adorava penteados exóticos
Frida gostava de usar os cabelos presos com tranças, fitas coloridas e flores naturais. Aliás, as flores eram uma de suas maiores paixões! Uma vez, ela disse: "pinto flores, assim elas não morrem". 
 
5. Inspirou o Red Hot Chilli Peppers
A letra da música Scar Tissue, escrita por Anthony Kiedis, foi dedicada à Frida Kahlo. A composição fala sobre os problemas que os outros não enxergam e as cicatrizes da vida. A artista também inspirou uma frase que, com certeza, você já viu pipocar em alguma rede social: "mesmo so(Frida), nunca me (Khalo)".
 
6. Sofreu um acidente de carros aos 18
Aos 18 anos, Frida sofreu um acidente de carro. Ela teve uma ruptura na coluna vertebral, na clavícula e ainda fraturas na pelvis, na perna direita e nos ombros. O acidente foi tão grave que uma lesão no útero a impediu de ser mãe. Foram, no total, 35 operações. Mas ela nunca desistiu nem deixou de ser menos forte por isso.
 
 
7. A artista era poliglota
A paixão pela arte esteve presente da vida da Frida desde pequenininha. Contudo, antes de se dedicar somente a isso, ela estudou para ser médica. Aliás, você sabia que Frida ainda era poliglota? Ela falava espanhol, inglês, francês e um pouco de alemão e russo.
 
8. Ela tinha preferência por autorretratos
De todas as suas 143 pinturas, mais de 50 são autorretratos! Esse estilo tornou-se muito característico da artista, já que ela usava isso para expor seu estado físico e mental. Em seus quadros, ela usou muitos enfeites de altar, lembrando tradições do folclore mexicano. 
 
9. Não acreditava em padrões impostos pela sociedade
Podemos dizer que a vida da Frida foi bem agitada. Além de tudo isso que já falamos, ela quebrou vários tabus em sua época. Ela era bissexual, ativista política, comunista, transgressora e não ligava para nenhum padrão. Foi filiada ao Partido Comunista Mexicano e participou da luta de trabalhadores mexicanos. Não à toa, hoje ela é um símbolo do feminismo! 
 
 
10. Escreveu um bilhete antes de morrer
Em 1954, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi encontrada morta dentro de sua casa. Ela tinha 47 anos. Em seu atestado de óbito, a causa da morte é embolia pulmonar, mas, até hoje, não se descarta a hipótese de que ela tenha morrido de overdose - já que fazia uso de diversos medicamentos. Ela deixou um recado em seu diário dizendo: "espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais". Esse caderno secreto, que continha várias anotações, virou um livro.
 
 
E, se você for de São Paulo, aproveite para dar um pulinho no Instituto Tomie Ohtake. Acabou de chegar por lá a mostra Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México, uma exposição com cerca de 100 obras de 15 artistas, até o dia 10 de janeiro. Mas é preciso ter paciência: as filas estão enoooormes!
 
E aí, virou fã da Frida ou já era? Conta pra gente!