sexta-feira, 18 de novembro de 2016

7 cientistas que fizeram pesquisas dolorosas ou antiéticas

Vivemos num mundo de descobertas científicas constantes – mas nem todas foram feitas por bons motivos ou de maneiras éticas.

7. John Cutler fez soldados guatemaltecos dormirem com prostitutas infectadas com sífilis

Man holding a hypodermic and needle
Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo dos Estados Unidos estava preocupado com os soldados que levavam gonorreia e sífilis para casa como lembranças. A penicilina é uma solução rápida para ambas as condições, mas o “herói médico” John Cutler estava determinado a resolver os problemas de DST a qualquer custo, sem respeito pela ética.
Em 1943, Cutler foi para Indiana e tentou infectar prisioneiros com germes coletados de prostitutas locais e aplicados diretamente aos seus pênis. Este método não contaminou tão bem os prisioneiros como o sexo faria (felizmente?). Para complicar, não foi dito a esses presos voluntários o que estava sendo colocado nas pontas de seus pênis. Nada aconteceu, e então – assustadoramente – Cutler manteve seu trabalho.
Teria sido péssimo se acabasse aí, mas piora. Um médico guatemalteco, Juan Funes, estendeu um convite para Cutler vir a seu país e refinar sua ciência usando o povo guatemalteco. Na época, a prostituição era legal na Guatemala e as profissionais do sexo eram obrigadas a visitar uma clínica duas vezes por semana. Se você assumiu que era para evitar a disseminação de DSTs, não. Em nome da ciência, John Cutler estava prestes a pôr um fim a isso.
Funes deu a Cutler uma lista de prostitutas conhecidas por estarem infectadas com doenças venéreas, mas como ele era um homem de método científico impecável, Cutler resolveu criar suas próprias prostitutas infectadas. Logo, escolheu oito não infectadas e aplicou doenças nelas através de injeções de fluido espinhal.
Em seguida, elas foram ordenadas a fazer sexo com soldados guatemaltecos (provavelmente confusos) e prisioneiros (que provavelmente não fizeram muitas perguntas). E isso, é claro, não parou por aí. As prostitutas deram doenças a pacientes psiquiátricos e inocentes desavisados. Obviamente, ninguém deu qualquer tipo de consentimento.
No total, Cutler expôs 558 soldados, 486 pacientes psiquiátricos, 219 prisioneiros e outras 39 pessoas a uma variedade de doenças. E tudo isso para a “equipe de pesquisa” nunca obter nenhum resultado sólido. No final, a única coisa que alguém aprendeu com essas atrocidades foi que John Cutler é um imbecil de marca maior.
Exceto que nem sequer aprenderam isso. Duas décadas mais tarde, John Cutler esteva envolvido nos experimentos de sífilis de Tuskegee, uma barbaridade indescritível na qual foram oferecidos a homens negros no Alabama rural cuidados de saúde gratuitos pelo governo enquanto que, você adivinhou, eles foram secretamente preenchidos com sífilis.

6. Nicholas Senn colocou um balão gigante em sua bunda e o inflou

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No final dos anos 1800, Nicholas Senn, na época um renomado cirurgião, decidiu fazer algo absolutamente bizarro: prender um balão em sua bunda e bombeá-lo com quinze litros de hidrogênio, em nome da ciência.
Ele inventou um fetiche e descobriu uma maneira de diagnosticar intestinos rompidos ao mesmo tempo. Mas não foi fácil chegar até esse ponto. Os experimentos anteriores do Dr. Senn foram feitos em cães e não correram bem, a menos que você considere explodir e queimar cães um resultado positivo.
O que torna pior ainda a decisão que ele tomou de fazer os experimentos em si mesmo. Vamos esquecer a dor por um segundo. Para ele, a dor era apenas a maneira do seu corpo de dizer que há espaço para mais ar em seu balão de bunda. Medicamente falando, essa é uma maneira absurda de tratar as lesões de guerra que ele esperava curar.

Os colegas de Senn disseram-lhe que encher seus pacientes de gás inflamável e pressurizado para verificar se eles tinham um buraco no intestino ou se seus pontos cirúrgicos estavam bem aplicados era impraticável e insano, mas o cidadão resolveu fazer isso mesmo assim, na sua própria bunda. Vou arriscar aqui e dizer que ele talvez estivesse com outras intenções do que apenas médicas.

5. Claude Barlow infestou-se com esquistossomose para trazer os ovos aos EUA

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Claude Barlow estava obcecado com a esquistossomose, uma terrível doença parasitária endêmica na África, que causa diarreia e diarreia sangrenta. É espalhada por vermes que exigem fazer de sua casa a bunda de um caracol específico durante um de seus ciclos de vida. As tentativas de trazer o verme para a América para estudá-lo tinham falhado até então, devido à falta de bundas de caracol apropriadas.
Então, em 1944, Claude Barlow inventou uma solução perfeita, sem necessidade de caramujo. Ele decidiu se infectar e trazer os vermes para casa em seu corpo.
Setenta e seis dias depois que ele comeu caracóis infectados, Barlow teve uma febre que durou por várias semanas. Então, notou esperma saindo em seu xixi. Nesse esperma, ovos de esquistossomose. Eles também estavam em seu cocô. Seus testículos ainda ficaram cheios de ovos e pus sangrento. Para completar o horror, uma das feridas foi cortada e dela saíram vermes adultos.
As febres de Barlow pioraram. Ele tinha que fazer xixi constantemente, a cada quinze minutos, e ovos saíam em sua urina, esperma e cocô, até o ponto em que ele estava produzindo 30.000 por dia. Além da diarreia e outros sintomas, o cientista só conseguia dormir sob forte sedação, mas continuou anotando o progresso da doença, para não perder de vista seu objetivo.
Dez meses depois que Barlow se infectou, foi decidido não estudar o Schistosoma. Por quê? Porque eles ainda não tinham os caracóis para produzir os ovos. Claude Barlow transformou seu corpo em uma fazenda de vermes pós-apocalíptico para “nada”.
Logo, o pesquisador precisava se curar. O padrão na época era tratar a esquistossomose com fouadin, uma mistura de medicamentos mais tóxicos do que a maioria das quimioterapias atuais. Três meses depois do tratamento, os ovos voltaram. Claude Barlow precisou repetir a terapia inúmeras vezes.
Desculpe, não há final feliz para essa história pior que qualquer filme de terror que você já assistiu.

4. Michael Smith se picou com ferrão de abelha por todo o corpo para descobrir qual lugar era mais doloroso

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Michael L. Smith é conhecido por ter feito uma coisa absolutamente idiota: se picar com ferrão de abelha por todo o corpo.
Um belo dia, ele levou – sem querer – uma picada em seus testículos. (Como? Não sabemos. Mas podemos tentar adivinhar o que ele estava fazendo para levar tal picada).
A reação de Michael foi a mais normal de todas: “Ei, não doeu tanto quanto deveria. Vou iniciar um projeto de pesquisa e descobrir que parte do corpo humano dói mais quando picada por uma abelha”.
Seu processo foi simples: por mais de 38 dias, ele deixou abelhas picá-lo em 25 diferentes partes de seu corpo. Sim, isso incluiu o pênis. E não, o pênis não ficou em primeiro lugar, mas alcançou o pódio com o terceiro.
Aparentemente, é mais doloroso levar uma picada na narina ou no lábio superior. Da próxima vez que você encontrar abelhas, já sabe: tampe a cara.

3. Carmichael e Woollard provaram que colocar coisas pesadas em suas bolas dói, dã

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Em 1933, Edward Carmichael e Herbert Woollard estavam pesquisando o conceito de dor referida. Basicamente, eles queriam descobrir como a dor nas extremidades poderia viajar pelo corpo. E que melhor lugar para começar do que o testículo?
O processo foi dos mais estranhos. Um deles deitava nu sobre uma mesa enquanto o outro agarrava suas bolas, as esticava e esmagava com uma panela. Então, adicionava pesos na panela, trabalhando em incrementos de 50 gramas. Os pesquisadores atingiram 650 gramas antes de descrever a tortura como “dor testicular grave no lado direito”, ou, nos termos usados por homens fora da comunidade científica, “dã”.
Como se não bastasse, eles repetiram o experimento com pequenas variações muitas vezes. Em alguns casos, conseguiram orgasmos simultâneos à dor. AHÁ! Sabia que devia ter outro motivo para as pessoas se sujeitarem a isso.
E o que a dupla descobriu com a pesquisa bizarra? Bom, eles aprenderam que todos os canais nervosos levam aos testículos. Eles aprenderam que uma libra de pressão no escroto é o suficiente para causar dor nas costas. E também aprenderam que duas libras são suficientes para causar uma “dor de caráter doentio” nas costas.

2. Hooman Soltanian fotografou os peitos de gêmeas pela “ciência”

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O cirurgião plástico Dr. Hooman Soltanian visitou o Twins Day Festival (um festival de gêmeos) em Twinsburg, Ohio, nos EUA, e pediu a gêmeas permissão para fotografar seus seios. Ele provavelmente não é a primeira pessoa a tentar isso, mas pode ter sido o primeiro a ter sucesso.
Hooman estava curioso sobre quais fatores afetavam a segurança no implante de mama. 161 pares de mulheres concordaram em deixá-lo fotografar seus peitos. Soltanian fez as fotos e pediu a colegas de cirurgia plástica para avaliar valores estéticos como a qualidade da pele, caimento e simetria.
Então, o que Soltanian descobriu? O fato subjetivo número 1 foi que fumar, beber e gravidezes múltiplas parecem tornar seus seios menos atraentes. O 2 foi que hidratação, amamentação e terapia de reposição hormonal parecem fazer seus seios mais atraentes. Não custa tentar, não é mesmo?

1. Nicolae Minovici fez da asfixia erótica uma ciência

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A autoasfixia erótica refere-se ao ato de cortar seu oxigênio enquanto se masturba. Se você tiver sorte, isso aumenta a intensidade de seus orgasmos. Caso contrário, você pode morrer de forma humilhante.
Nicolae Minovici, um cientista forense romeno, era obcecado com o processo da morte. Especificamente, ele se perguntava como seria morrer pendurado. Então, ele decidiu ver como era e descobriu a asfixia erótica. Ah, e amou.
Minovici enfiou o próprio pescoço em uma corda para ver o que acontecia. O cientista experimentou com diferentes nós, e mediu quanto tempo poderia manter a consciência com cada um.
Enquanto trabalhava para penetrar na “fronteira entre mundos”, tanto seu conhecimento quanto suas ereções aumentavam. Ele descobriu que a asfixia de quase-morte levava à aparição de luzes piscando, anestesia, sensação de calor na cabeça, perda de memória, transtornos mentais e excitação. Seus assistentes relataram sintomas semelhantes.
Minovici inclusive começou a teorizar sobre o ato e concluiu que asfixia poderia curar a instabilidade mental se alguém tentasse cometer suicídio por enforcamento e falhasse. Será que ele é que já estava ficando instável mentalmente?
Apesar de seu fetiche perigoso, Minovici teve uma vida longa. Ironicamente, entretanto, morreu de câncer de garganta.