sábado, 19 de novembro de 2016

O cientista que tentou criar um híbrido entre um ser humano e um chimpanzé



Nas duras e árduas fases pelas quais a história atravessou, sempre encontramos personagens que com verdadeiras mentes distorcidas, mentes capazes de realizar as experiências mais bizarras e estranhas jamais imaginadas. Por exemplo, na Segunda Guerra Mundial, os nazistas se atreveram a fazer todos os tipos de experimentos selvagens com os prisioneiros dos campos de concentração, especialmente em crianças, mulheres e idosos. Atos de mentes depravadas e desprovidas de humanidade.
Houve um homem chamado Ilya Ivanovich Ivanov que dedicou grande parte de sua vida à criação de um híbrido humano-chimpanzé, na Guiana Francesa. E, embora seus objetivos possam parecer muito macabros, parece que ele não apenas conseguiu obter aprovação para realizar seu estudo no Instituto Pasteur, na França, como também acredita-se que ele recebeu uma generosa doação de sua pátria mãe. Por que razão iriam apoiar uma causa desta natureza?
De acordo com uma versão não muito segura, Ivanov não estava sozinho em seus objetivos. Seu sonho obsessivo de criar um híbrido foi compartilhado por alguém que era também um dos líderes mundiais da época: Joseph Stalin. "Eu quero um novo ser humano, invencível, insensível à dor, resistente e indiferente com respeito à qualidade dos alimentos que consuma." Esta frase controversa, de acordo com algumas pessoas, teria sido dita pelo ditador da União Soviética.
Nela se concentravam os desejos de Ivanov: a possibilidade de criar um novo ser, capaz de ir à guerra como nenhum outro antes dele. Embora não se saiba com certeza, muitos afirmam que foi de fato Stalin, e não Ivanov, quem fez todo o possível para conseguir a criação da bizarra criatura, um homem macaco. Teria sido ele quem conseguiu as autorizações e quem moveu as fichas para que a Academia Russa de Ciências desse ao cientista seus subsídios.
Não se sabe, realmente, se isso foi obra de Stalin, mas não há dúvida de que um personagem como ele estaria certamente interessado em criar uma nova raça. Se a criação de um novo exército de trabalhadores e soldados completamente leais ao regime fosse possível, este não só poderia defender a União Soviética dos inimigos, como também construir, a partir de dentro, o paraíso comunista que ele tinha sonhado. De qualquer forma, mesmo que Stalin não estivesse à frente dos experimentos, o fato é que Ivanov prosseguiu com sua tentativa de criação do homem-chimpanzé.
Após o fracasso da inseminação em chimpanzés fêmeas, o cientista começou a idealizar um novo curso de ação: a inseminação artificial de mulheres com sêmen de macacos. Ivanov poderia ser louco, mas não era tão lunático assim a ponto de acreditar que uma mulher iria se oferecer voluntariamente para tal experimento. Sua ideia inicial, era realizar o experimento em segredo, com as mulheres que não soubessem o que estavam fazendo. No entanto, para isso, seria necessária a permissão do governo francês, que respondeu negativamente, instando-o a abandonar a tarefa.
Em 1928, Ivanov regressou à União Soviética. Embora tivesse tido problemas, o cientista seguia empenhado em conseguir sua criatura e, em função disso, ele conseguiu trazer da África 20 chimpanzés. No entanto, como se a natureza mesma estivesse se opondo ao perturbador propósito de Ivanov, 16 exemplares morreram no caminho e os 4 que sobreviveram não estavam em idade reprodutiva. Sendo assim, ele iniciou suas operações no Centro de Primatas da República Soviética da Abjasia, onde esperava conseguir voluntárias para a pesquisa.
Surpreendentemente, ele foi capaz de obter cinco voluntárias para conduzir os experimentos que, supostamente, sabiam o que o homem queria fazer. De acordo com a versão oficial, ele as convenceu oferecendo recompensas e insistindo nos grandes avanços científicos que seriam alcançados graças à sua cooperação. Mas as limitações continuaram esbarrando nos primatas disponíveis. Embora o centro tivesse conseguido novos primatas, eles morreram devido às condições de vida, e os demais não eram férteis.
Apenas um orangotango chamado Tarzan, pôde ser eficazmente utilizado para a experiência. No entanto, uma última circunstância impediu que Ivanov atingisse o seu objetivo: Tarzan morreu de uma hemorragia cerebral. Pouco tempo depois, Ivanov caiu sob as críticas do governo e foi preso por acusações não especificadas. Ele acabou sendo condenado a 5 anos de exílio no Cazaquistão, onde morreu alguns anos mais tarde, devido a uma parada cardíaca. Suas realizações não seriam lembradas e ele iria passar para a história como um louco obcecado com algo que acabou sendo sua ruína.
Além das razões relacionadas com a guerra, alguns dizem que ele queria provar, de uma vez por todas, que o homem descenderia de um ancestral comum aos grandes símios e, assim, acabar com o debate que a Igreja vinha criando com a Teoria Evolucionista. Ivanov não foi o único a fazer essa tentativa. O CNIP de Yerkes embarcou em objetivos similares que resultaram em um bebê que morreu logo após seu nascimento. Da mesma forma, o governo chinês também tentou, mas falhou na tentativa. Pode ser que em algum local distante tenha chegado a existir tal criatura, mas nunca se soube realmente. NÃO SE ESQUEÇA de compartilhar este artigo com todo mundo e dar seu Like no Facebook!
Fonte: Elpensante.com